segunda-feira, 1 de julho de 2013

SANT'ANA E A ESPIRITUALIDADE DO INSTITUTO SECULAR FILHAS DE SANT’ANA

 A tradição da Igreja, nos discursos dos Santos Padres, nos dá a conhecer os pais da Santíssima Virgem:
“Os genitores de Maria Imaculada, Joaquim e Ana, foram agradáveis a Deus pela sua vida e geraram um tal fruto,  a Santa Virgem Maria, Templo e Mãe de Deus.”
“Ò esposos felizes, Joaquim e Ana! A vós é devedora toda criatura, porque, por  vosso intermédio, ofereceu ao Criador o dom mais agradável, ou seja, aquela casta Mãe que só era digna do Criador.”
 Alegra-te, Ana – “estéril”  que não destes a luz: prorrompe em gritos de júbilo e de alegria, tu que não experimentastes as dores (Is 54,1). Exulta, ó Joaquim, porque da tua filha nasceu para nós um menino, um filho nos foi dado e o seu   nome será Anjo do grande Conselho, de salvação para todo o mundo, Deus Forte (Is 9,6). Este menino é Deus.”
São Joaquim e Sant’Ana pertencem ao Resto fiel de Israel; fundamentam suas vidas na fidelidade de Deus às suas promessas. Permanecem fiéis aos compromissos da Aliança e esperam o cumprimento das promessas de Deus. Estão certos que Ele se recordará da sua misericórdia.
Como membros fiéis do povo da Aliança, São Joaquim, Sant’Ana e Maria Imaculada, orientam sua vida familiar segundo a vivência comunitária do pequeno Resto. Fiéis a este espírito são modelo inspirador de família. Sua vida familiar fundamenta-se no amor de Deus que se irradia nas ralações recíprocas.
A espiritualidade do Instituto Secular Filhas de Sant’Ana, está enraizada, por meio da Santa Mãe de Maria, na espiritualidade dos “pobres de Javé”. A pertença de Sant’Ana ao Resto fiel de Israel e o privilégio de ser a Mãe de Maria são os elementos que fundamentam a espiritualidade peculiar do Instituto. Desta forma, a presença de Sant’Ana dá ao Instituto uma identidade própria caracterizada, pela doação materna, um estilo de vida familiar e pela pobreza de coração, atitudes que determinam o agir das Consagradas e Associados no mundo.


              

              

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Datas significativas do instituto


COMPARTILHE ESTA VOCAÇÃO NO CELIBATO OU NO MATRIMONIO


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Os Associados e as Consagradas formam uma só família.

                                                                                      
O Instituto Secular Filhas de Sant’Ana é um Instituto de Vida Consagrada feminino cujos membros vivem o celibato pelo Reino dos céus permanecendo no mundo. Associa a si pessoas solteiras, casadas e viúvas que aspirem “à perfeição segundo o espírito do Instituto e participem de sua missão”. (CDC 725) 




Carisma, Espiritualidade e Fundadora do Instituto




As Consagradas Seculares e os Associados, revestidos dos sentimentos de Jesus que,  “ao ver a multidão, teve compaixão dela, porque estava cansada e abatida como ovelha sem pastor” (Mt. 9,36), colaboram com a Igreja na realização de sua missão no mundo. Manifestam o seu carisma sendo sinal do amor misericordioso de Deus e identificando-se com Cristo no mistério de sua pobreza, expressa no “servo sofredor, manso, humilde, pobre, pequeno e obediente.” (Cf. Is 52, 13-15; 53, 1-12)







A espiritualidade do Instituto está enraizada, por meio da Santa Mãe de Maria, na espiritualidade dos “pobres de Javé”. A pertença de Sant’Ana ao Resto fiel de Israel e o privilégio de ser a Mãe de Maria são os elementos que fundamentam a espiritualidade peculiar do Instituto.










A Beata Rosa Gattorno, Fundadora do Instituto Religioso Filhas de Sant’Ana, sob a ação do Espírito Santo, intuiu esta espiritualidade e, pela força deste mesmo Espírito, Francisca Adália Tavares de Oliveira concretizou este dom no Instituto Secular Filhas de Sant’Ana. 


Pobreza de coração, doação materna e   estilo de vida familiar: atitudes que determinam o agir das Consagradas e Associados  no Mundo.

As Consagradas e os Associados assumem a pobreza de coração, doação materna/paterna e um estilo de vida familiar como características peculiares  e atitudes que determinam o seu agir nas várias realidades onde a providência de Deus os conduz. 




A pertença a uma Família Espiritual na Igreja.

O Instituto Secular Filhas de Sant’Ana, embora consciente de sua autonomia jurídica,  une-se à Família de Sant’Ana pelo mesmo dom que Deus confiou à Beata Ana Rosa Gattorno na Igreja, reconhecendo-o fonte geradora de unidade e força dinâmica que se atualiza e responde às novas exigências da Igreja na sua missão no mundo.
O Instituto estabelece um estreito laço com todos os membros da Família de Sant’Ana nas suas diversas expressões.

A missão de santificar as realidades temporais



O lugar específico de missão dos membros do Instituto Secular Filhas de Sant’Ana é o mundo, o século, o ambiente no qual as consagradas e os Associados Filhos de Sant’Ana são chamados  a santificar as realidades temporais como luz, sal e fermento do Evangelho. Identificam o Mistério da Encarnação como fundamento da sua inserção nas vicissitudes humanas tornando-as lugar teológico. Inserem-se nas diversas realidades, reconhecendo que toda circunstância em que o homem vive e morre constitui, para eles, ocasião de testemunhar a obra salvífica de Deus.








A formação nas diversas fases da vida 



No Instituto, a formação se dá sem mudanças visíveis na vida da pessoa que, ingressando na formação inicial, permanece no seu ambiente familiar, social e profissional. À luz da graça da vocação e aberta à mediação do Instituto, buscará canalizar esta realidade para o único bem: Jesus Cristo.
A formação se realiza por meio de encontros e retiros mensais na Localidade; quadrimestrais no Nacional e encontros específicos para as três fases. Isto exige da Simpatizante, Formanda, Consagrada ou Associado, a capacidade de conciliar as atividades Familiares, Profissionais, Eclesiais e Sociais com o Programa formativo do Instituto.

Fases de Formação do Instituto:

Primeira fase: A formação inicial, com duração de três anos.
Segunda fase: Formação das consagradas de incorporação temporária, realizada no período de cinco anos.
Terceira fase: Formação permanente. Inicia-se com a incorporação perpétua e se prolonga por toda a vida.
Nas três fases, a pessoa deve buscar a complementaridade de sua formação por meio Leituras formativas e informativas, assim como, cursos acadêmicos ou de atualização Eclesial, Profissional e outros que favoreçam uma maior competência no seu campo de atuação.

Em diáspora, mas em profunda comunhão fraterna

As Consagradas exprimem e firmam a sua consagração na secularidade, residindo em família ou sozinhas conscientes de que a comunhão do mesmo ideal e a unidade de espírito as mantêm unidas entre si. As Consagradas e os Associados, tendo como inspiração os ensinamentos  da Beata Rosa Gattorno: “Rezai e amai-vos com o mesmo amor e procurai atingir aquela bela unidade de pensar e agir, de modo que, juntas, formeis um só coração e um só pensamento porque todas tendem a um centro que é Deus”, buscam vivenciar a caridade que une, todos “num só coração” cuja única aspiração é o centro que é Deus. Assumindo este espírito, as Consagradas e os Associados buscam promover um ambiente familiar, sereno e harmônico entre si e nos diversos ambientes nos quais estão inseridos. 


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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Retiro Anual 2013 Consagras e Associados Brasil



Consagradas e Associados Retiro 2013


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RETIRO ANUAL: TEMPO DE GRAÇA NA VIDA DO INSTITUTO

 
  Nos dias 09 a 13 de fevereiro, nós Consagradas a Associados residentes no Brasil, realizamos o nosso retiro anual. Momento de nos distanciarmos da nossa realidade cotidiana e subir ao Monte Tabor, para o grande encontro conosco mesmo e com Jesus.  O tema geral que motivou a nossa reflexão foi: “Que as vossas sejam vidas que coloquem no centro as bem-aventuranças contradizendo a lógica humana” (Papa Bento XVI, fev 2007). Fomos convidadas a avaliarmos as nossas ações mediante o testemunho de tantos Santos que foram capazes de segundo a vontade de Deus colocar no centro das suas vidas as bem-aventuranças. A história de Fé dos Santos nos ajudou a perceber que a sua doação e testemunho são um estímulo para permanecermos firmes na vivência da nossa Fé.
           Na dinâmica de acolhida ao som da música “meu coração é para Ti Senhor”, formos motivadas a escrever e colocar porque o meu coração é para o Senhor, como também o que incomoda o meu coração neste momento, o que trazemos como peso no coração e como quero que o meu coração saia deste retiro. Diante de Jesus Eucarístico depositamos o que mais incomoda o nosso coração para que Ele possa cuidar nestes dias de retiro.
           Neste retiro o clima foi de profunda interiorização e silêncio, cada Consagrada e Associado rezou com o testemunho do Santo que a cada dia ia sendo apresentado, como São Pedro Julião, Charles de Foucald, Padres e Madres do Deserto, Santa Rosa de Lima e Santo Agostinho. Não deixamos de aprofundar os ensinamos da nossa Mãe e Mestra espiritual Madre Rosa, particularmente no que concerne a tríplice relação com Jesus na Eucaristia, a Vontade de Deus – eixo da Sua espiritualidade, além de percebermos como a misericórdia de Deus se manifestou na vida de Madre Rosa.  A cada tema apresentado íamos fazendo um confronto com as nossas vidas, a nossa história e fomos conduzidas pelo Espírito Santo para numa atitude de Fé eliminar tudo o que é empecilho para que vivamos segundo o que Deus quer e espera de cada uma de nós. Durante todos os dias nos colocamos numa atitude de prostração diante de Jesus Eucarístico, colocando em suas mãos as nossas vidas, a caminhada do nosso Instituto e as necessidades da humanidade. Ressaltamos como ponto culminante as Celebrações Eucarísticas que foram presididas pelo Pe. Josias Gomes Araújo, que diariamente nos revelava a presença de Jesus como alimento para o nosso espírito e a nossa alma com o Pão da Palavra e da Eucaristia.
         Dentre as manifestações da bondade de Deus destacamos a visita do nosso Pastor Diocesano – Dom Fernando Panico, que nos estimulou na busca de vivermos intensamente este encontro mais profundo com o nosso Deus, que nos acolhe e nos fortalece com o seu amor misericordioso. No final deste momento, o nosso Bispo suplicou de Deus uma benção sobre nós, extensiva à nossa Coordenadora Geral – Francisca Adália Tavares de Oliveira.
          No final do retiro cada Consagrada e Associado avaliou o Projeto de Vida Pessoal  assessorado por Socorro Barros – Conselheira Responsável pelo Nacional Brasil.  Na avaliação ressaltamos que o retiro proporcionou um profundo encontro com o nosso próprio eu diante de Jesus Eucarístico, de revelação do nosso ser, reconhecemos que o processo de conversão acontece a cada dia se abrirmos o nosso coração para escutarmos o que Deus tem a nos revelar. Assim retornando a dinâmica de abertura recebemos de volta o coração que depositamos diante de Jesus Eucarístico com o que mais nos dificulta na nossa realidade cotidiana, compreendendo desta forma que os nossos problemas serão solucionados em primeiro lugar quando os aceitamos como nossos e que Jesus Misericordioso nos assistirá na superação de tudo o que impossibilita a nossa entrega total ao Seu Projeto.


Maria Neide de Souza

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

ANO DA FÉ (2012-2013)

Na homilia de abertura do Ano da Fé, o Papa Bento XVI fez referência à cegueira do homem moderno, que por vezes perdeu a visão da fé e precisa reencontrá-la na pessoa de Jesus. O Papa ainda evidenciou que Bartimeu é um exemplo de alguém que perdeu a visão e queria reencontrá-la. Alguém que havia perdido a luz. Contudo, guardava dentro de si a esperança de poder ver de novo. Essa possibilidade foi real em Jesus Cristo. Ele é a luz do mundo e só Ele tem poder de recobrar a visão, devolvendo ao homem a capacidade de ver de novo.
Neste Ano da Fé, deixemo-nos guiar pela experiência de Fé da Beata Rosa Gattorno, vivida numa ilimitada confiança no Senhor:
Das Memórias: “Então sem nada pensar, me abandono sobre o travesseiro da fé, não podendo deixar de ver que, quem me conduz é o Ser do meu viver. Nada sei, nada vejo; não sei onde estou, nem o que faço e por quem o faço; somente Ele me pode dar a vida.” (Mm Pág. 321.21)
Do Livro Travagli e Conforti:  “Olho ao redor e não vejo nada.
O campo estava sem árvores e nem mesmo uma casa de colonos se via. Meu Deus, o que acontecerá com esta pobre criatura se não for provida do necessário? Ensina-me o que devo fazer.
- Confiar e nada mais. Disse-me a minha voz.
Eis que se obscurece. Ele não mais falava, mas pelo seu rosto percebia que dizia muito. Um luta violenta nasce dentro de mim, mas firmemente me mantinha na palavra: só confiar!” (Pág. 398 – 399)
Das cartas: “Vamos, coragem! Logo verás que o Senhor te consolará; mais um pouco de paciência e de Fé em Deus, e terás tudo, te asseguro.” (Vol.I, C. 239.5)
E se tivéssemos está Fé? O mundo mudaria ao nosso redor. Acolhamos a reflexão deste vídeo; muito propícia para quem deseja viver a  Fé segundo a espiritualidade dos pobres de Javé, cujo modelo inspirador encontramos na Beata Rosa Gattorno a quem reconhecemos nossa Mestra espiritual. 
Francisca Adália